
Horas Extras dos Motoristas: o que está em debate no TST e por que isso importa agora
10 de novembro de 2025
Por que só ter um sistema não protege sua transportadora
15 de janeiro de 2026Horas extras fazem parte da realidade das transportadoras. Mas você já parou para calcular quanto elas realmente custam para sua operação? O impacto financeiro vai muito além do adicional de 50% sobre a hora normal.
Neste artigo, vamos mostrar de forma clara e direta como pequenas irregularidades no controle de jornada podem se transformar em prejuízos significativos ao longo do ano.
O que diz a lei sobre horas extras de motoristas
Antes de falarmos sobre custos, é importante entender o básico da legislação. A Lei 13.103/2015 (Lei do Motorista) estabelece que a jornada de trabalho deve ser de 8 horas diárias, podendo haver acréscimo de até 2 horas extras por dia, ou máximo de 4 horas extras se acordado coletivamente.
O valor da hora extra deve ser remunerado com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da hora normal. Parece simples, mas na prática, o controle adequado dessas horas é um dos maiores desafios das transportadoras.
Tempo de espera
Vale destacar que em julho de 2023, o STF decidiu que todo o tempo de espera (períodos em que o motorista aguarda carga, descarga ou fiscalização) deve ser considerado como trabalho efetivo, e não apenas remunerado com 30% como previa a lei anteriormente.
Na prática, isso significa que o tempo de espera agora conta como hora extra quando ultrapassa a jornada normal, com incidência de todos os reflexos como FGTS, INSS, 13º salário e férias.
Irregularidades que passam despercebidas
Vamos a um exemplo prático para ilustrar como pequenas irregularidades se acumulam:
Motoristas que iniciam a jornada no papel, mas antes de seguirem viagem, tomam café, ajustam cargas ou organizam outros detalhes operacionais. Esse tempo, muitas vezes, não é contabilizado corretamente.
Fazendo as contas
Imagine uma transportadora com 100 motoristas:
Salário médio: R$ 2.200,00
Horas mensais: 220 horas
Valor da hora normal: R$ 10,00
Valor da hora extra (50% adicional): R$ 15,00
Se cada motorista gera, em média, 1 hora extra irregular por dia (tempo antes da viagem que não foi devidamente registrado):
- Por motorista: R$ 15,00 x 1 hora x 23 dias úteis = R$ 345,00/mês
- 100 motoristas: R$ 34.500,00/mês
- Impacto anual: R$ 414.000,00
São mais de R$ 400 mil por mês gasto com horas extras. E isso considerando apenas 1 hora irregular por dia.
“Ah, mas eu não tenho 100 motoristas, então esse valor não se aplica a mim.”
Pode até não se aplicar hoje. Mas, esse tipo de análise olha apenas para o cenário atual, não para o que a empresa quer construir.
Gestão de jornada não é sobre o tamanho da frota agora, é sobre criar uma base segura para crescer sem risco, sem improviso e sem travar a operação no futuro.
Onde está o verdadeiro problema?
O grande desafio não está nas horas extras legítimas e necessárias. O problema são as irregularidades não controladas.
1. Início da jornada mal registrado
A Lei do Motorista define que a responsabilidade para determinar a jornada é do próprio motorista. Quando não há controle adequado, é comum que o início efetivo do trabalho não seja registrado corretamente.
2. Intervalos não respeitados
Caso o descanso do motorista não seja realizado totalmente e o mesmo trabalhe durante o período de descanso, a empresa terá de pagar esse período como horas extras. Mesmo intervalos parcialmente não concedidos geram custos adicionais.
3. Falta de monitoramento em tempo real
Sem acompanhamento diário, irregularidades se acumulam silenciosamente até o fechamento da folha. Nesse momento, já é tarde para corrigir e os custos são inevitáveis.
4. Tempo de espera não contabilizado
Com a mudança na interpretação do STF sobre tempo de espera, muitas transportadoras ainda não ajustaram seus controles e podem estar acumulando passivos sem perceber.
O custo vai além do financeiro
Além do impacto direto no fluxo de caixa, horas extras descontroladas trazem outros problemas:
Risco de processos trabalhistas: O não pagamento correto de horas extras é uma das principais causas de ações trabalhistas no setor de transporte.
Desgaste operacional: O excesso de horas extras pode prejudicar a saúde do trabalhador e gerar custos altos para a empresa, incluindo afastamentos e turnover.
Multas e penalidades: A fiscalização sobre jornada de trabalho tem se intensificado, e irregularidades podem resultar em autuações.
Perda de eficiência: Sem dados confiáveis sobre jornada, o planejamento operacional fica comprometido.
Como reduzir esses custos?
Não se trata de eliminar horas extras legítimas, mas sim de ter controle fidedigno da jornada.
1. Registro correto de todos os eventos
Manter controle diário das horas de trabalho, incluindo as horas de início e término da jornada, as pausas para descanso e alimentação e o tempo de direção efetivo elimina ambiguidades e protege tanto motorista quanto empresa.
2. Acompanhamento diário
Não espere o fechamento da folha para identificar irregularidades. Com monitoramento diário, é possível corrigir falhas antes que elas se transformem em custos.
3. Engajamento dos motoristas
Quando motoristas entendem que o registro correto protege seus direitos e garante pagamento justo, eles colaboram naturalmente com o processo.
4. Processos claros e consistentes
As transportadoras precisam monitorar de perto a jornada dos motoristas e garantir que eles cumpram a legislação sobre descanso, além de pagar corretamente pelas horas extras. Processos bem definidos são a base para isso.
O ATS Jornada by nstech é uma solução especializada em controle de jornada de motoristas profissionais, que une tecnologia robusta a uma atuação consultiva e contínua.
Além do sistema, oferece o serviço de Jornada Assistida, com uma equipe dedicada ao acompanhamento diário da operação, apoio na conformidade legal, redução de passivos trabalhistas e otimização dos custos operacionais.
Se a sua transportadora busca segurança jurídica, previsibilidade e suporte especializado para a gestão da jornada, fale com a gente e descubra a solução mais adequada para a sua realidade.
A Diferença Entre Controle Manual e Controle Inteligente
Vamos comparar dois cenários:
Cenário A – Controle Manual:
- Marcações inconsistentes
- Conferência apenas no fim do mês
- Ajustes manuais constantes
- Irregularidades descobertas tarde
- Resultado: Custos extras + riscos trabalhistas
Cenário B – Controle Inteligente:
- Marcações automáticas e fidedignas
- Monitoramento diário
- Alertas em tempo real
- Correções imediatas
- Resultado: Custos otimizados + conformidade legal
A diferença no impacto financeiro pode ser significativa. Transportadoras que investem em controle adequado relatam redução de até 30-40% em custos com horas extras desnecessárias.
Conclusão: Cada Hora Conta
Horas extras não controladas são um vazamento silencioso no caixa das transportadoras. Uma hora irregular por dia, multiplicada por uma frota de 100 motoristas, pode representar mais de R$ 400 mil ao ano.
Mas o impacto vai além do financeiro. Envolve riscos trabalhistas, desgaste operacional e perda de eficiência que comprometem a competitividade do negócio.
A solução não está em eliminar horas extras legítimas, mas em ter controle fidedigno que permita:
- Pagar corretamente o que deve ser pago
- Identificar e corrigir irregularidades rapidamente
- Proteger a empresa de passivos trabalhistas
- Tomar decisões baseadas em dados reais
Investir em controle adequado de jornada não é custo. É economia e proteção para o futuro da sua transportadora.
Sobre o ATS Jornada
O ATS Jornada by nstech é um sistema especializado em controle de jornada de motoristas profissionais, oferecendo soluções tecnológicas customizadas e o serviço de Jornada Assistida, com equipe dedicada para monitoramento diário, redução de passivos trabalhistas e otimização de custos operacionais.





